Como primeiro post, adoraria contar sobre algo que considero essencial para quem aprecia a boa gastronomia como eu: uma pincelada sobre como nosso organismo percebe os sabores.
De uma forma geral, é o cheiro que nos atrai para a comida. Dizem que o olfato contribui com até 80% do sabor que sentimos. Vale lembrar que a boca e o nariz são interligados.
O paladar nos ajuda a achar alimentos comestíveis. A sensação de gosto que fomos programados para gostar mais é a doce. E a natureza nos mostra isso trazendo esse elemento de sabor nas frutas quando amadurecem, no leite materno. Da mesma forma as que tem gosto amargo nos causam repulsa.
Nossas papilas gustativas são responsáveis pela percepção dos sabores, e estão distribuídas, sobretudo, por cima da língua. Podemos reconhecer cinco sabores básicos: doce, ácido, salgado, amargo e umami (facilmente exemplificado pelo glutamato monossódico - Ajinomoto). Pode-se dizer de uma forma grosseira que sentimos o doce na ponta da língua, o salgado ao lado de onde sentimos o doce, o ácido nas laterais da língua e o amargo no fundo.
Mas na realidade a percepção e a aceitação de um sabor abrange muito mais do que isso. Uma combinação de estímulos onde podemos citar o olfato, o paladar, a textura, a temperatura, a ardência, entre outros, são confrontadas com nossas experiências anteriores ("Hummmm, esse sanduíche tem o sabor da minha infância!!") e com hábitos culturais, trazendo o resultado dessa deliciosa aventura através dos sentidos.
Meu pai costumava dizer que existem dois tipos de refeição: a que vc faz só para se alimentar, e a que vc se delicía comendo. Quem sabe conhecendo um pouco mais desse macanismo, possamos nos deliciar mais!
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