terça-feira, 31 de julho de 2007

Vinho Quente

Embora as festas juninas já tenham ficado só na lembrança, com esse friozinho um vinho quente cai muito bem. Essa receita é uma delícia e faz o maior sucesso!


Ingredientes:

1 xícara de açúcar

3 xícaras de água

casca de 1 limão

6 paus de canela

18 cravos

2 garrafas de vinho tinto


Modo de preparo:

Leve ao fogo o açúcar, a água, casca de limão, a canela e os cravos. Deixe levantar fervura e cozinhe lentamente por 15 minutos. Coe, adicione o vinho e deixe aquecer lentamente, sem ferver. Pronto!!


Um pouco de química:

Quando estiver preparando, note que esta mistura de água, limão e açúcar, depois de ferver, irá se tornar muito mais doce do que antes. Isso se deve à um processo que se chama hidrólise ácida, e seu resultado, neste caso, é o "açúcar invertido". O açúcar invertido é mais doce que a sacarose (açúcar comum).


O processo de hidrólise promove a quebra da sacarose em glicose e frutose, que são os açúcares que compõem sua molécula. E o termo "invertido" decorre de uma característica física da sacarose, que se altera nesse processo: originalmente, um raio de luz polarizada que incide sobre a sacarose gira para a direita. Após o processamento descrito, a luz desvia para a esquerda.


O açúcar invertido é frequentemente utilizado no fabrico de bolachas, biscoitos, gomas, doces e glacês.A sua utilização no fabrico de gomas e rebuçados, assim como nos doces e glacês, serve para prevenir a cristalização do açúcar, o que daria uma textura desagradável, arenosa, ao produto final, já que a sacarose é facilmente passível de cristalização. No caso das bolachas e biscoitos, a sua principal função, é contribuir para a cor “caramelada” e para que o produto final fique mais macio.Também não é de esquecer que na indústria é mais fácil utilizar ingredientes nos estados líquido ou fluido, do que no estado sólido.

Matéria

Depois de postar algo aqui sobre degustação, deparei-me com uma matéria muito interessante! Para quem se interessou pelo tema, segue o link:
http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/2886,1.shl

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Não coma, deguste!

Como primeiro post, adoraria contar sobre algo que considero essencial para quem aprecia a boa gastronomia como eu: uma pincelada sobre como nosso organismo percebe os sabores.
De uma forma geral, é o cheiro que nos atrai para a comida. Dizem que o olfato contribui com até 80% do sabor que sentimos. Vale lembrar que a boca e o nariz são interligados.
O paladar nos ajuda a achar alimentos comestíveis. A sensação de gosto que fomos programados para gostar mais é a doce. E a natureza nos mostra isso trazendo esse elemento de sabor nas frutas quando amadurecem, no leite materno. Da mesma forma as que tem gosto amargo nos causam repulsa.
Nossas papilas gustativas são responsáveis pela percepção dos sabores, e estão distribuídas, sobretudo, por cima da língua. Podemos reconhecer cinco sabores básicos: doce, ácido, salgado, amargo e umami (facilmente exemplificado pelo glutamato monossódico - Ajinomoto). Pode-se dizer de uma forma grosseira que sentimos o doce na ponta da língua, o salgado ao lado de onde sentimos o doce, o ácido nas laterais da língua e o amargo no fundo.
Mas na realidade a percepção e a aceitação de um sabor abrange muito mais do que isso. Uma combinação de estímulos onde podemos citar o olfato, o paladar, a textura, a temperatura, a ardência, entre outros, são confrontadas com nossas experiências anteriores ("Hummmm, esse sanduíche tem o sabor da minha infância!!") e com hábitos culturais, trazendo o resultado dessa deliciosa aventura através dos sentidos.
Meu pai costumava dizer que existem dois tipos de refeição: a que vc faz só para se alimentar, e a que vc se delicía comendo. Quem sabe conhecendo um pouco mais desse macanismo, possamos nos deliciar mais!